Publicado por: solidu | 29/05/2009

Seminario o trabalho das mulheres 18 e 19/06

Prezadas/os,

Conforme conversamos anteriormente, a Coordenadoria Especial de Políticas para as Mulheres da Prefeitura de Fortaleza realizará nos dias 18 e 19 de junho do ano corrente  o I Seminário “Trabalho das Mulheres: desafios para as políticas públicas”, com o objetivo de Discutir a situação das mulheres no mundo do trabalho, trazendo elementos para compreensão da divisão sexual do trabalho e proposições para as Políticas Públicas para as Mulheres.

Nesse sentido contamos com a participação das mulheres que são apoiadas pelos projetos na área de Inclusão Produtiva,  Economia Solidária e outras atividades da nossa gestão.

Estamos sugerindo que as mulheres sejam inscritas antecipadamente, nesse sentido segue ficha de inscrição;

Outra informação importante é dialogar com as mulheres para as mesmas irem ao seminário por sua conta, caso isso não seja possível, estaremos disponibilizando vale transporte, somente nos casos mais precisos.

Como é um seminario com vagas limitadas (100 mulheres), estamos disponibilizando:

10 vagas MERCADO DAS MARIAS;
20  vagas SDE ( ECOSOL, COZINHA POPULAR);
10 vagas Funci/ NESOL;
40 vagas SEMAS ( 2 por CRAS);
10 vagas grupos da RCSES
10 vagas grupos produtivos que se relacionam diretamente com a Coordenadoria;

Em breve estaremos enviando oficio convite e programação para o Gabinete desta Secretaria,

Agradecemos  antecipadamente sua colaboração e ficamos no aguardo de confirmação de participação, dúvidas ligar – 32558329, falar  com Regislene.

Anteciosamente,
Cleudes Pessoa

Uma Fortaleza Bela e sem Violência
é um Direito das Mulheres!

Coordenadoria Especial de Políticas Públicas
Para as Mulheres
Prefeitura Municipal de Fortaleza
Av. Luciano Carneiro, 2235, Vila União
Fone: 32558372/8329

Fonte: www.ronivaldomaia.org.br

O mandato do vereador Ronivaldo Maia (PT), promove nesta segunda-feira (11), audiência pública para debater a criação de uma legislação específica sobre Economia Popular e Solidária (EPS) em Fortaleza.

A EPS tem se firmado como uma estratégia que, além de responder a questão da geração de trabalho e renda, dinamiza economias locais, recupera postos de trabalho e constrói novos paradigmas de relações econômicas e sociais. Em Fortaleza, já vivenciamos diversas experiências nesse sentido como bancos comunitários e cooperativas, mas a atividade ainda necessita de regulamentação específica.

A audiência contará com a participação do deputado federal Eudes Xavier (PT) e do diretor de fomento da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho, Dione Manetti, além de representantes da gestão municipal e estadual e do movimento social organizado em nossa cidade.
Na ocasião, também será lançada a Frente Parlamentar de Apoio à Economia Popular e Solidária da Câmara Municipal.

Serviço

Audiência pública sobre Economia Popular e Solidária

Data: Segunda-feira, 11 de maio

Hora: 14h30m

Local: Auditório da Câmara Municipal de Fortaleza

Na noite da última sexta, 24 de abril, no Café Lilás (ONG Casa Lilás), foi lançado o livro “Pedra e Flor”. O lançamento aglutinou mais de 200 pessoas que circularam durante as três horas do evento, sob a boa música de Jord Guedes e Rebeca Câmara. A noite também reservou um momento para apresentação da Cartilha “Mulheres do campo e da cidade: construindo lugares de afetos, lutas e superação”, de Lourdes Góes e Cleudes Pessoa, cuja distribuição foi gratuita. O evento marcou ainda o Café Lilás como um novo espaço cultural do bairro Benfica. O livro – que custa R$ 12,00 em Fortaleza – pode ser encontrado na livraria Lua Nova (Av. 13 de Maio, vizinho ao Shopping Benfica) ou com as próprias autoras. Contatos: klyciafontenele@ gmail.com ou cleudespessoa@ yahoo.com. br

Pedra e Flor
livro-cleudes
Escrito por Cleudes Pessoa e Klycia Fontenele, o livro conta uma história real marcada pela pobreza e trabalho infantil, a partir das lembranças de Cleudes Pessoa. Com elementos lúdicos, o livro transporta fatos reais para o mundo mágico do conto, a partir do olhar literário de Klycia Fontenele e das ilustrações de Geórgia Zaranza que dão cor e leveza às páginas. Mais do que contar uma história, “Pedra e Flor” chama atenção para a situação de muitas crianças e adolescentes do nosso país. Mais informações: Klycia Fontenele (8792-3662)

Quem são as autoras

Cleudes Pessoa é Assistente Social, com participação em publicações coletivas, como os artigos: “O Trabalho das Mulheres: Caminhos para Autonomia” (2008) e “Economia Solidária e Feminista: Reflexões em Torno da Autonomia Econômica das Mulheres” (2009), e a cartilha “Mulheres do campo e da cidade: construindo lugares de afetos, lutas e superação” (2009).

Klycia Fontenele é Jornalista, com participação em antologias, como “Poetas En/Cena” (Belô Poético/MG, 2007); “As Delícias de um Amor Proibido” (Litteris Editora/RJ, 2006); “Poetas do Café” (Grafitte Editora/RS, 2006); e “Diversos, Antologia Poética” (Andross Editora/SP, 2005). Autora do livro “Amor de Sentidos, a História” (Editora da Baixada/SP) cujo lançamento em Fortaleza está previsto para maio.

Serviço: Pedra e Flor, editora Pouchain Ramos – R$ 12,00 + frete. Contato para vendas: klyciafontenele@ gmail.com  ou cleudespessoa@ yahoo.com. br

Publicado por: solidu | 20/04/2009

II Encontro Estadual de Mulheres Pedreiras

Colaboração Cleudes Pessoa

A Casa Lilás realizará o II Encontro Estadual de Mulheres Pedreiras, no período de 24 a 26 de abril de 2009, no auditório da FETRACE à Av. Visconde do Rio Branco nº 2198 – Joaquim Távora –Fortaleza-CE. Teremos a participação das pedreiras do Ceará e das cisterneiras do Rio Grande Norte.

Será discutida a autonomia e auto organização das mulheres.

Contamos com a  sua participação,

atenciosamente,

Antonia Mendes de Araujo

Publicado por: solidu | 15/04/2009

MULHERES, TRABALHO E DIREITOS…

Que trabalho? Que direitos? Que mulheres?

Está se aproximando o 1° de Maio – Dia do Trabalho. Historicamente, as organizações que hegemonizam as “comemorações” e discussões sobre este dia desconsideram que a execução do trabalho se faz por uma divisão sexual que determina o que fazem mulheres e homens, determinando também seus lugares na sociedade e na política.

A situação das mulheres no trabalho é marcada por contradições, desigualdades e injustiças. No mercado de trabalho formal ou informal, a exploração, a sobrecarga, a exclusão de direitos, a desproteção social, a precariedade, são algumas das múltiplas manifestações do patriarcado capitalista. Some-se a isto as formas perversas do racismo que estrutura de modo injusto e desigual as relações de trabalho, submetendo a condições precárias milhões de negras que desenvolvem o trabalho doméstico.

Para discutir estas e outras questões relacionadas ao trabalho das mulheres, e para construir “outra” agenda no contexto do 1° de Maio, convidamos a todas para o debate: Mulheres, trabalho e direitos… Que trabalho? Que direitos? Que mulheres?

Data e horário: 17/04/2009, das 14h às 18h

Local: CRESS (Rua Waldery Uchoa, 90 – Benfica).

PROGRAMAÇÃO:
14h – Abertura e apresentação
- Socialização da proposta de articulação de uma ação que paute o trabalho das mulheres na semana do 1° de Maio e do dia da empregada doméstica (27 de abril)
14:30h – Roda de depoimentos: “O(s) trabalho(s) das mulheres”
- Catadora de material reciclável
- Artesã (economia solidária)
- Empregada doméstica
- Pescadora/marisquei ra
- Trabalhadora rural/camponesa
- Comerciária
- Funcionária de fábrica (confecção)
15:30h – Exposição dialogada com os depoimentos:
·         O trabalho das mulheres – Cleudes Pessoa (Marcha Mundial das Mulheres)
·         Inseguridade do trabalho das mulheres e Reforma Tributária – Beth Ferreira (Articulação de Mulheres Brasileiras/ Fórum Cearense de Mulheres)
16:30h – Debate e elaboração de propostas

Realização: Articulação de Mulheres Brasileiras/ Fórum Cearense de Mulheres; Marcha Mundial das Mulheres e Rede Cearense de Socioeconomia Solidária.

II Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores
25, 26 e 27 de Junho – Caracas – Venezuela

CONVOCATÓRIA
As ocupações de fábricas voltam ao cenário mundial. Na Argentina são centenas de novas ocupações, multina­cionais como a Mitsubishi são ocupa­das na Venezuela. Na Europa, nos EUA, no México, na Tailândia e em outros países da Ásia, mobiliza­ções ocorrem e os trabalhadores para defender seus postos de trabalho, seus direitos e sua dignidade, decidem ocu­par as fábricas.
O Movimento das Fábricas Ocu­padas e inúmeros sindicatos estão organizando delegações ao II Encon­tro Latino Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores, na Venezuela revolucionária. Abaixo a convocatória.
Encontro Pan Americano na fábrica ocupada CIPLA
Na América Latina a resistên­cia contra a destruição da indústria e a defesa dos empregos assumiu diferentes formas. A crítica e seus questionamentos formam parte da discussão do movimento operário e foram os objetos do debate do Pri­meiro Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas, realiza­do na Venezuela no dia 29 de outu­bro de 2005. Dizíamos: “Eles fecham, nós abrimos as fábricas. Eles roubam as terras e nós ocupamos. Eles fazem guerras e destroem nações, nós defendemos a paz e a integração soberana dos povos. Eles di­videm e nós unimos. Porque somos a classe trabalhadora. Porque somos o presente e o futuro da humanidade”.
Hoje, mais ainda do que em 2005, a situação dos povos da América Latina nos impõe com mais força a necessidade de seguir construindo e aprofundando essa unidade. Não é nenhum presente a conjuntura polí­tica atual em nosso continente. São anos de levantes, resistências, pro­jetos e de muito trabalho por par­te dos trabalhadores para construir esta oportunidade histórica.
Nosso movimento é anti-impe­rialista, anticapitalista. É um grito e um movimento organizado da clas­se trabalhadora contra o regime de propriedade privada dos grandes meios de produção, que somente pode sobreviver fazendo guerras, explorando e oprimindo os povos.
Sabemos que sempre existiram matizes na nossa América, e muitos governos atuais não são represen­tantes de nossos interesses, mas se apresenta uma conjuntura favorável para construir propostas, debater e colocar a marca dos trabalhadores nos assuntos que nos dizem respei­to.
Claro que não será fácil. Vimos, na Bolívia, como reagiram as classes dominantes ante a nacionalização dos recursos, ante o exercício da so­berania. Na Venezuela, que com seu avanço revolucionário na educação, na saúde, no campo, não deixa de incomodar a quem sempre viveu a custa do povo e de seus recursos. E assim, seguem produzindo mentiras através de seus meios, medo, fome. Mas apesar disso nem o povo ve­nezuelano nem o povo boliviano se enganaram, e re-elegeram Chávez e Evo. Assim como Correa no Equa­dor, e, recentemente, no Paraguai, com a eleição de Lugo pelo povo.
Convocamos todas as empresas recuperadas por seus trabalhadores e as organizações sociais em luta para o “II Encontro Latino Ame­ricano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores” , unindo as lutas de nosso setor com o restante da classe trabalhadora e em apoio à luta pelo socialismo que vem sen­do realizada pelo povo boliviano e venezuelano apoiados pelos traba­lhadores de toda América Latina. Convocamos todos a se somarem aos nossos esforços e nos reunir­mos nos dias 25, 26 e 27 de junho de 2009, em Caracas, Venezuela.
Viva a luta dos trabalhadores das empresas recuperadas!
Viva a luta da classe trabalhadora!
Viva a revolução venezuelana!
Viva a revolução boliviana!
Venceremos!
Convocam:
Comissão Organizadora do I Encontro Latino Americano de Fábricas Recuperadas por Trabalhadores – Caracas/2005 (Serge Goulart – Brasil; Eduardo Murua- Argentina; Liliana Pertuy – Uruguai)
Frente Revolucionario de Trabajadores de Empresas en Cogestión y Ocupadas (FRETECO) – Venezuela
Central Obrera Boliviana – COB
Federação Sindical dos Trabalhadores Mineiros da Bolívia – FSTMB
Movimento Nacional de Empresas Recuperadas – MNER – Argentina
Associação Nacional de Trabalhadores Autogestionados – ANTA\CTA- Argentina
Central Unitária dos Trabalhadores (CUT– Autêntica) –Paraguai
Coordenação de Empresas Recuperadas por Trabalhadores – Paraguai
Movimento de Fábricas Ocupadas – Brasil

Faça parte da Delegação dos Trabalhadores da Fábrica Ocupada Flaskô
Contato: (11) 9233 6383 – (19) 8164 1971
mobilizacaoflasko@ yahoo.com. br

Fernando Gomes Martins
Conselho da Fábrica Ocupada Flaskô
TEL: (19) 8164 19 71 ou (19) 3864 26 24
www.defenderaflasko .blogspot. com

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João Westin
Esquerda Marxista
www.marxismo. org.br

Juventude Revolução
www.revolucao. org

“Eles fecham, nós abrimos as fábricas.
Eles roubam as terras e nós ocupamos.
Eles fazem guerras e destroem nações, nós defendemos a paz e a integraçâo sobereana dos povos.
Eles dividem e nós unimos. Porque somos a classe trabalhadora.
Porque somos o presente e o futuro da humanidade.”
(Declaração do I Encontro Latino Americano de Empresas Recuperadas pelos Trabalhadores, Caracas, 29 de outubro de 2005)

Fonte:ecosolcb – Comunidade de Prática em Economia Solidária – Casa Brasil/SENAES.

Estimados/as da economia solidária e tecnologias sociais,

A Financiadora de Estudos e Projetos (FINEP) publicou essa semana um edital de chamada pública de projetos de Tecnologias para o Desenvolvimento Social. Está disponível no seguinte endereço:

http://www.finep. gov.br//fundos_ setoriais/ acao_transversal /editais/ Chamada_Desenvol vimento_% 20Social_ 2009.pdf <http://www.finep.gov.br/fundos_setoriais/acao_transversal/editais/Chamada_Desenvolvimento_%20Social_2009.pdf>

O Edital de R$ 34 milhões tem duas linhas de ação:

*1.1. Linha Temática A: *Desenvolvimento de Tecnologia Social em contextos produtivos de empreendimentos econômicos solidários, em territórios urbanos ou rurais, que contribuam para a redução da pobreza e das desigualdades sociais e para o desenvolvimento territorial sustentável e solidário.

*1.2. Linha Temática B: *Implantação de Centros de Inclusão Digital em territórios rurais, que contribuam para a democratização do acesso às tecnologias de informação e comunicação.

O edital está direcionado para os governos estaduais (por meio de suas respectivas secretarias de ciência e tecnologia ou órgãos que tratem das ações de ciência e tecnologia). No entanto, o Edital estabelece a necessidade de articulações institucionais para viabilizar as propostas.  Uma das características gerais é (grifos nossos):

c) descrever detalhadamente a articulação institucional no(s) território(s) , relacionada ao objeto da proposta, com destaque para as relações existentes entre *redes de empreendimentos econômicos solidários*, empresas, cooperativas, *instituições de ensino e pesquisa*, instituições do Sistema S, *fóruns de entidades de apoio e fomento à Economia Solidária e à Tecnologia Social*, associações de classe ou empresariais, municípios, entre outras;

Entre outros avanços, deve ser considerado na Linha A:

“a metodologia de desenvolvimento de Tecnologia Social deve incorporar o conceito de adequação sociotécnica, em pelo menos uma das seguintes modalidades: (i) incorporação de conhecimento científico e tecnológico existente e (ii) geração de conhecimento científico e tecnológico novo. Em ambos os casos devem ter aplicação em produtos e processos produtivos dos empreendimentos”.

Na linha B também temos avanços importantes, entre outros a opção pelo software livre:

“os centros de inclusão digital devem usar preferencialmente softwares de plataforma aberta e não proprietária;”

Com essa chamada pública temos alguns desafios. Para enfrentá-los precisamos nos mobilizar na seguinte direção:

a)    Os fóruns e redes de Economia Solidária deveriam estudar bem o edital e iniciar diálogos nos governos estaduais, nas secretarias de ciência e tecnologia, conjuntamente com as áreas dos governos estaduais (onde houver) que tratam das ações de economia solidária;

b)    É fundamental a articulação das Redes e Fóruns de Economia Solidária com as entidades participantes da Rede de Tecnologias Sociais (vejam no site: www.rts.org. br <http://www.rts.org.br/>) e com as Incubadoras de Economia Solidária (nas universidades, incubadoras públicas e da sociedade civil);

c)     Também é necessário mobilizar os Conselhos Estaduais de Economia Solidária, onde houver para esse diálogo;

d)    Temos que buscar articulação também com os sujeitos e órgãos relacionados aos Territórios de Cidadania e dos Territórios de Inclusão Digital, que têm certa prioridade no Edital;

e)    A Rede de Gestores Governamentais de Políticas Públicas de Economia Solidária deveriam articular iniciativas conjuntas com os governos estaduais e municipais e com esses demais atores acima listados…

Ou seja, não tem como um ator tentar encarar sozinho essa proposta. O desenho institucional participativo poderá dar um rumo adequado aos projetos em benefício dos Empreendimentos Econômicos Solidários.

Além disso, temos consciência de que é uma grande oportunidade para avançarmos na integração entre Tecnologias Sociais e Economia Solidária, favorecendo o acesso aos EES que mais necessitam de conhecimentos e tecnologias apropriadas à sua realidade.

A SENAES e a área de tecnologias sociais da FINEP está discutindo a possibilidade de realização de eventos regionais para mobilização e discussão do edital. Vamos mobilizar os nossos parceiros nessa empreitada. Estamos realmente empolgados com essas possibilidades.

Enfim, gostaríamos de parabenizar a equipe da FINEP e de contar com os esforços de todos/as para a divulgação e para que os objetivos dessa iniciativa sejam realmente alcançados.

Abraços,

*Roberto Marinho Alves da Silva*

*Diretor do Departamento de Estudos e Divulgação*

*Secretaria Nacional de Economia Solidária*

Publicado por: solidu | 01/04/2009

Periódico Mercado Justo/IFAT agora em português

Fone: Faces do Brasil

A partir de agora, os boletins do IFAT serão traduzidos para o português e distribuídos em todo país pelo Faces do Brasil.

Veja AQUI a primeira versão do boletim em português.

Publicado por: solidu | 01/04/2009

Mulheres ocupam seu espaço na economia solidária

Extraído de: Ministério do Trabalho e Emprego -  05 de Março de 2009
Levantamento da Secretaria Nacional de Economia Solidária do Ministério do Trabalho e Emprego mapeou 21.859 empreendimentos, nos quais atuavam mais de 630 mil mulheres

Brasília, 05/03/2009 – Empreendimentos de economia solidária ajudam a pôr de lado essa ideia de que a mulher é o sexo frágil. Sejam mães de família, que se desdobram em duplas jornadas, ou solteiras correndo atrás de uma boa oportunidade, as mulheres arregaçam as mangas e atuam como gestoras de projetos solidários. De acordo com mapeamento realizado em 2007 pela Secretaria Nacional de Economia Solidária, do Ministério do Trabalho e Emprego, em 21.859 empreendimentos econômicos solidários analisados em 52% dos municípios brasileiros, participavam 1.687.496 trabalhadores, sendo 630.382 mulheres. Dois anos antes, quando foram analisados 14.954 empreendimentos, havia 1.251.882 trabalhadores, destes 450.663 eram mulheres.

No levantamento de 2007 da Senaes, 3.875 empreendimentos econômicos solidários são formados exclusivamente por mulheres. Do total de empreendedoras, 8% estão em projetos de até 20 participantes (contra 4% dos homens); 16% naqueles entre 21 e 50 participantes (contra 13% dos homens); e 76% delas atuam em empreendimentos acima de 50 participantes.
Um exemplo disso é a cooperativa de costureiras Unidas Venceremos (Univens), de Porto Alegre, que possibilita às cooperadas optarem pelo trabalho na cooperativa ou em casa, conciliando questões do dia-a-dia. Mais afetadas pela falta de empregos – pesquisa recente do Dieese aponta que a taxa entre as mulheres foi de 16,5% em 2008, contra 10,7% dos homens – e muitas vezes as únicas responsáveis pelo sustento da família, a tal da dupla jornada pesa na busca por um rendimento. Nessa hora, os empreendimentos solidários podem ser muito úteis às trabalhadoras.
“As mulheres conseguem ter um espírito empreendedor, conseguem olhar a longo prazo, não só do ponto de vista econômico, mas também sob aspectos da vida cotidiana”, conta Nelsa Inês Fabian Nespolo, presidente da Univens e da Justa Trama, cadeia produtiva de algodão ecológico no Brasil. “Isso é fundamental para a gente visualizar um futuro diferente e construir uma economia diferenciada, que tenha retorno financeiro e também pessoal.
No começo, em 1996, a Univens reuniu 35 mulheres da capital gaúcha em busca de oportunidade de trabalho, renda e coletividade. Hoje, em toda a cadeia são mais de 700 trabalhadores envolvidos de forma direta e mais de 2.000 de forma indireta: 60% são mulheres e, nas atividades de costura, elas representam 99%. O MTE acreditou na iniciativa e é parceiro de todos esses empreendimentos. “A parceria com a Secretaria Nacional de Economia Solidária aconteceu quando percebemos que podíamos nos juntar com outras cooperativas e fazer uma grande rede em nível nacional, uma grande cadeia que envolvesse costureiras, fiadores, tecelões e também plantadores de algodão. A Senaes foi nossa primeira parceira que viabilizou o projeto. Nos ajudou a fazer o primeiro momento de toda essa cadeia: a comprar o algodão, a fiar, tecer e confeccionar pela primeira vez”, revela Nelsa.
Hoje produzem camisetas, bermudas, sacolas, vestidos, entre outros produtos feitos de algodão ecológico e adereços de sementes da Região Norte do Brasil, da Amazônia. Atuam em conjunto a filiadas da Justa Trama no Ceará, São Paulo, Santa Catarina e Rondônia e, ainda exportam seus produtos para França, Espanha e Itália. Tudo isso, fruto do esforço dos cooperados e do apoio do Ministério do Trabalho e Emprego. “Sem essa parceria teria demorado muito mais tempo para gente construir tudo o que já alcançamos.” Gabriela Cavalcanti Cunha, gestora Governamental da Secretaria Nacional de Economia Solidária, confirma o compromisso: “A Economia Solidária tem sido uma resposta importante dos trabalhadores e trabalhadoras em relação às transformações ocorridas no mundo do trabalho”, afirmou. Economia Solidária – É um jeito diferente de produzir, vender, comprar e trocar o que é preciso para viver. Cooperando, fortalecendo o grupo, cada um pensando no bem de todos e no próprio bem. A economia solidária vem se apresentando, nos últimos anos, como inovadora alternativa de geração de trabalho e renda e uma resposta a favor da inclusão social. Compreende uma diversidade de práticas econômicas e sociais organizadas sob a forma de cooperativas, associações, clubes de troca, empresas autogestionárias, redes de cooperação, entre outras, que realizam atividades de produção de bens, prestação de serviços, finanças solidárias, trocas, comércio justo e consumo solidário.
Papel do MTE – O Ministério do Trabalho e Emprego passou a assumir, para além das iniciativas de emprego e de proteção dos trabalhadores assalariados, o desafio de implementar políticas que incluam as demais formas de organização do mundo do trabalho e proporcionem a extensão dos direitos ao conjunto dos trabalhadores. A Secretaria Nacional de Economia Solidária colabora com a missão do Ministério, fomentando e apoiando os Empreendimentos Econômicos Solidários por meio de ações diretas ou indiretas.
Mapeamento 2009 – Com o objetivo de proporcionar a visibilidade, a articulação da economia solidária e oferecer subsídios nos processos de formulação de políticas públicas, a Senaes realiza mapeamento da economia solidária no Brasil. Para isso, foi desenvolvido o Sistema Nacional de Informações em Economia Solidária (SIES), composto por informações de Empreendimentos Econômicos Solidários (EES) e de Entidades de Apoio, Assessoria e Fomento (EAF).Agora em 2009, a base do SIES será ampliada e atualizada, com uma novidade: o Complemento Mulheres, atendendo às demandas para melhor caracterizar situações predominantes entre esse público.
Para mais informações consulte o Relatório Nacional (disponível em http://www.mte.gov.br/ecosolidaria

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