Artesãos de Fortaleza realizam exposição no Shopping Benfica

Artesãos de Fortaleza realizam exposição no Shopping Benfica

A exposição e comercialização  de diversas tipologias artesanais acontece entre os dias 16 e 21 de janeiro.

Com o objetivo de promover o trabalho produzido por artesãos da cidade, a Prefeitura de Fortaleza, através da Secretaria de Desenvolvimento Econômico de Fortaleza (SDE), realiza exposição e comercialização de diversas tipologias artesanais no Shopping Benfica (1º piso), no horário comercial, entre os dias 16 e 21 de janeiro.

A iniciativa visa beneficiar cerca de 10 artesãos, que terão a oportunidade de expor seus artigos em couro, mosaico, argila, renda, palha, crochê, areia colorida, talha e bordado. Durante esses dias, além de levar seus artigos já produzidos, alguns artesãos vão elaborar e apresentar novos trabalhos no local.

Além disso, a Célula do Artesanato da SDE vai oferecer minioficinas de Cerâmica e Material Reciclado, das 14h às 17h, nos dias 20 e 21, respectivamente. São 20 vagas para cada minioficina e as pessoas podem se inscrever tanto no stand do Artesanato (que ficará no Shopping Benfica), como  na sede da SDE (Av. Aguanambi, 1770 – Fátima).

:: SERVIÇO
Feira de Artesanato no Shopping Benfica
Período: 17 a 24 de janeiro
Horário: 10h às 22h
Local: Shopping Benfica (Rua Carapinima, 2200 – Benfica)
Informações: 3452.5704

Minioficina de Cerâmica e Material Reciclado
Período: 20 e 21 de janeiro
Horário: 14h às 17h
Local: Shopping Benfica (Rua Carapinima, 2200 – Benfica)

O machismo que mata e destrói todos os dias

O machismo que mata e destrói todos os dias

Raquel Viana

Já são muitos anos de luta pelo fim da violência contra as mulheres no Brasil e no mundo. No final dos anos 70, movimentos de mulheres e feministas já realizavam esforços para tirar o problema da invisibilidade e torná-lo uma questão da esfera pública.
A luta não cessou. Entre avanços e recuos, ela se ampliou, sensibilizou outros setores, conquistou aliados. Mas ainda é necessária, pois, se é impossível não reconhecer os avanços obtidos com uma maior conscientização das mulheres, com as políticas publicas implementadas, em especial, pelo governo do presidente Lula – como a Lei Maria da Penha –, é preciso reconhecer que há um longo caminho a trilhar.

Ainda é forte a naturalização dessa violência. Parece natural que mulheres tenham suas vidas interrompidas, que sejam desqualificadas e tratadas como mercadorias, que sejam impedidas de realizar sonhos, seja de estudar, de trabalhar, de ser dona do próprio destino, assim como o fato de muitas mulheres violentadas sexualmente sejam obrigadas a seguir com uma gravidez que não desejaram, porque poucos se importam com a defesa de suas vidas.

Não foi à toa que, em 2010, o tema escolhido pela Prefeitura de Fortaleza para a campanha de prevenção e enfrentamento à violência contra a mulher tenha sido Violência contra a mulher: isso não é natural. Devemos desconstruir essa ideia da naturalização da violência. É preciso reforçar que ela é fruto de relações desiguais entre homens e mulheres.

E é lamentável ver o machismo continuar a matar todos os dias. Milhares de mulheres são brutalmente assassinadas no Brasil. No Ceará, foram 153 somente em 2010, segundo a Delegacia de Defesa da Mulher. Avançam em números e na crueldade com a qual são praticados, como das duas vítimas estupradas, assassinadas e jogadas literalmente no lixo, ou da mulher, grávida de cinco meses, assassinada por seu ex-marido. Mesmo quando os crimes têm como causa o tráfico de drogas, o componente da violência sexista está presente, através da violência sexual. Será que isso nos diz alguma coisa?

O machismo, as relações desiguais e a opressão, combinados à impunidade, são fatores importantes para entender a problemática da violência sexista. É preciso que a sociedade se debruce mais sobre o tema. Necessário se faz efetivar a Lei Maria da Penha na sua integralidade, bem como ampliar cada vez mais as políticas públicas.

Mas é importante que se diga: as mulheres estão reagindo e continuam protagonizando esta luta, a exemplo da Rede de Mulheres pelo Fim da Violência, apoiada pela Coordenadoria de Políticas para Mulheres, que articula uma ação de conscientização de outras mulheres, de socialização de informações sobre direitos e serviços. Tudo isso aliado aos esforços dos demais setores da sociedade é instrumento para vencer a luta contra a violência sexista.

Fonte:  O POVO Online/OPOVO/Opinião
Raquel Viana
Secretária de Políticas para as Mulheres de Fortaleza

Moacir Tavares rebate críticas do arquiteto José Sales contra Luizianne Lins

Moacir Tavares rebate críticas do arquiteto José Sales contra Luizianne Lins.

Do gestor municipal e dirigente petista Moacir Tavares, recebemos artigo intitulado “E agora, José?”, onde ele rebate questões levantadas neste Blog pelo arquiteto José Sales a respeito de obras da administração Luizianne Lins.
A parcialidade das análises do arquiteto José Sales é, por sí só, a refutação de seus próprios argumentos.Vamos ao restabelecimento da verdade dos fatos:
O Jardim Japonês é agora visitado diariamente por centenas de pessoas que fotografam e deslumbram-se com a beleza do lugar. Bom lembrar que ali o que se via era uma rampa de mato habitada por ratos e baratas;
O Vila do Mar é um projeto que revitaliza e entrega a orla das vizinhanças da Barra do Rio Ceará totalmente urbanizada, com a maior ciclovia sem obstáculos da cidade; barracas adequadas para o uso comercial; ganho de faixa de praia graças ao novo espigão e um calçadão espetacular em tamanho e possibilidades de uso; O antigo projeto, denominado Costa-Oeste, expulsava os moradores locais e entregava, sabe-se lá a que acordo, à especulação imobiliária a mais bela vista de nossa cidade;
O Transfor, por onde passa, resolverá, de forma estrutural, os problemas de nossa vias, caro leitor. Veja o exemplo da avenida Domingos Olimpio defronte à minirrodoviária existente quase na esquina com a avenida Aguanambi: os alagamentos sumiram, não existem mais. Se tal obra é assim tão simples de ser feita como afirma o arquiteto, eu pergunto: Por que não foi feita antes? Construtores de obras prontas são risíveis.Planejadores de obras em curso então, são patéticos.
O Hospital da Mulher é a maior obra de saúde pública em curso no Estado do Ceará. O cuidado com a saúde reprodutiva, em uma sociedade de viés machista e segregadora como a que vivemos, indubitavelmente equaliza diferenças.
O afirmado no texto de Joaquim Cartaxo aqui divulgado e questionado por José sales expõe que a postura, a meu juízo, “lacerdista” das críticas, tem a intencionalidade política de desconstruir Luizinne Lins como o maior quadro público das esquerda dessas terras patativenses.
Parafraseando Sherlock Holmes.. Elementar, meu caro Watson ou José. Tenta-se, com factóides, a partir de pseudoneutralidade e do pseudotecnicismo, imputar inoperância que contamine a imagem. Muitos devem, de fato, ter saudades do Carlos Lacerda, pois com técnica semelhante de fazer política.
O preclaro arquiteto não leva em conta, na sua análise apocalíptica, qua nós temos CUCA (Centro Urbano de Cultura, Artes, Ciência e Tecnologoa), temos a maior política habitacional de toda história da cidade e temos o transporte público integrado mais barato quando comparado a cidades do mesmo porte. Temos ainda orçamento participativo como exemplo de democracia na gestão da coisa pública.
Fortaleza, hoje, é o primeiro destino turístico do Nordeste e quarto do Brasil, perdendo apenas para Rio, São Paulo e Brasília. Fortaleza, hoje, é a quinta no quesito transparência na aplicação de recursos públicos. Fortaleza, hoje, é a maior geradora de empregos do Nordeste. Fortaleza, hoje, é a cidade com os maiores investimentos públicos do Nordeste.
Caros, se esses índices não forem fruto de planejamento e ação política o que serão? Aliás, o “que será que será” lembra-me o compositor Chico Buarque. Outra música também.. ”E agora José?Para onde..?
* Moacir Tavares – Professor da UFC, Doutor em Saúde Pública pela USP, Gestor municipal e dirigente do Partido dos Trabalhadores. Fonte: Blog Eliomar de Lima.

QUEM PAGOU A CONTA (das eleições de FHC). AS RELAÇÕES REVELADAS DE FHC E A CIA

Extraido do Portal do Luis Nassif

 

Estarreçam-se também. Leiam as denúncias impressionantes contra o sr. FHC. O investimento do capital estrangeiro na candidatura de FHC e sua generosa retribuição.

QUEM PAGOU A CONTA?

Tem um texto rolando pra todo lado na internet essa semana. Recebi mais de um email, e o vi em vários sites. Fala sobre o livro “Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura“, da jornalista e historiadora inglesa Frances Stonor Saunders. O livro está sendo lançado lançado no Brasil pela Editora Record.

Não li o livro (Pierre leu um pedaço e disse que pareceu se tratar de uma “baboseira bisonha”). Por isso não posso falar quase nada sobre o assunto, embora tenha curiosidade. De toda forma, não custa reproduzir o texto extraído do port.pravda.ru, logo abaixo.

“Frances Stonor Saunders: Quem pagou a Conta? A CIA na guerra fria da cultura”
Extraído no seguinte link:

http://port.pravda.ru/mundo/10-09-2009/27949-ciaguerra-0

Mal chegou às livrarias, o livro recém-lançado – Quem pagou a conta? A CIA na guerra fria da cultura – já se transformou na ‘gazua’ que os adversários dos tucanos e neoliberais de todos os matizes mais desejavam. Em mensagens distribuída, neste domingo, pela internet, já é possível perceber o ambiente de enfrentamento que precede as eleições deste ano.

A obra da pesquisadora inglesa Frances Stonor Saunders (editada no Brasil pela Record, tradução de Vera Ribeiro), ao mesmo tempo em que pergunta, responde: quem “pagava a conta” era a CIA, a mesma fonte que financiou os US$ 145 mil iniciais para a tentativa de dominação cultural e ideológica do Brasil, assim como os milhões de dólares que os procederam, todos entregues pela Fundação Ford a Fernando Henrique Cardoso, ex-presidente do país no período de 1994 a 2002.

O comentário sobre o livro consta na coluna do jornalista Sebastião Nery, na edição deste sábado do diário carioca Tribuna da Imprensa. “Não dá para resumir em uma coluna de jornal um livro que é um terremoto. São 550 páginas documentadas, minuciosa e magistralmente escritas: “Consistente e fascinante” (The Washington Post). “Um livro que é uma martelada, e que estabelece em definitivo a verdade sobre as atividades da CIA” (Spectator). “Uma história crucial sobre as energias comprometedoras e sobre a manipulação de toda uma era muito recente” (The Times).

Dinheiro da CIA para FHC

“Numa noite de inverno do ano de 1969, nos escritórios da Fundação Ford, no Rio, Fernando Henrique teve uma conversa com Peter Bell, o representante da Fundação Ford no Brasil. Peter Bell se entusiasma e lhe oferece uma ajuda financeira de 145 mil dólares. Nasce o Cebrap”. Esta história, assim aparentemente inocente, era a ponta de um iceberg. Está contada na página 154 do livro “Fernando Henrique Cardoso, o Brasil do possível”, da jornalista francesa Brigitte Hersant Leoni (Editora Nova Fronteira, Rio, 1997, tradução de Dora Rocha). O “inverno do ano de 1969″ era fevereiro de 69.

Fundação Ford

Há menos de 60 dias, em 13 de dezembro, a ditadura havia lançado o AI-5 e jogado o País no máximo do terror do golpe de 64, desde o início financiado, comandado e sustentado pelos Estados Unidos. Centenas de novas cassações e suspensões de direitos políticos estavam sendo assinadas. As prisões, lotadas. Até Juscelino e Lacerda tinham sido presos. E Fernando Henrique recebia da poderosa e notória Fundação Ford uma primeira parcela de 145 mil dólares para fundar o Cebrap (Centro Brasileiro de Análise e Planejamento). O total do financiamento nunca foi revelado. Na Universidade de São Paulo, sabia-se e se dizia que o compromisso final dos americanos era de 800 mil a um milhão de dólares.

Agente da CIA

Os americanos não estavam jogando dinheiro pela janela. Fernando Henrique já tinha serviços prestados. Eles sabiam em quem estavam aplicando sua grana. Com o economista chileno Faletto, Fernando Henrique havia acabado de lançar o livro “Dependência e desenvolvimento na América Latina”, em que os dois defendiam a tese de que países em desenvolvimento ou mais atrasados poderiam desenvolver-se mantendo-se dependentes de outros países mais ricos. Como os Estados Unidos.
Montado na cobertura e no dinheiro dos gringos, Fernando Henrique logo se tornou uma “personalidade internacional” e passou a dar “aulas” e fazer “conferências” em universidades norte-americanas e européias. Era “um homem da Fundação Ford”. E o que era a Fundação Ford? Uma agente da CIA, um dos braços da CIA, o serviço secreto dos EUA.

Milhões de dólares

1 – “A Fundação Farfield era uma fundação da CIA… As fundações autênticas, como a Ford, a Rockfeller, a Carnegie, eram consideradas o tipo melhor e mais plausível de disfarce para os financiamentos… permitiu que a CIA financiasse um leque aparentemente ilimitado de programas secretos de ação que afetavam grupos de jovens, sindicatos de trabalhadores, universidades, editoras e outras instituições privadas” (pág. 153).

2 – “O uso de fundações filantrópicas era a maneira mais conveniente de transferir grandes somas para projetos da CIA, sem alertar para sua origem. Em meados da década de 50, a intromissão no campo das fundações foi maciça…” (pág. 152). “A CIA e a Fundação Ford, entre outras agências, haviam montado e financiado um aparelho de intelectuais escolhidos por sua postura correta na guerra fria” (pág. 443).

3 – “A liberdade cultural não foi barata. A CIA bombeou dezenas de milhões de dólares… Ela funcionava, na verdade, como o ministério da Cultura dos Estados Unidos… com a organização sistemática de uma rede de grupos ou amigos, que trabalhavam de mãos dadas com a CIA, para proporcionar o financiamento de seus programas secretos” (pág. 147). FHC facinho

4 – “Não conseguíamos gastar tudo. Lembro-me de ter encontrado o tesoureiro. Santo Deus, disse eu, como podemos gastar isso? Não havia limites, ninguém tinha que prestar contas. Era impressionante” (pág. 123).

5 – “Surgiu uma profusão de sucursais, não apenas na Europa (havia escritorios na Alemanha Ocidental, na Grã-Bretanha, na Suécia, na Dinamarca e na Islândia), mas também noutras regiões: no Japão, na Índia, na Argentina, no Chile, na Austrália, no Líbano, no México, no Peru, no Uruguai, na Colômbia, no Paquistão e no Brasil” (pág. 119).

6 – “A ajuda financeira teria de ser complementada por um programa concentrado de guerra cultural, numa das mais ambiciosas operações secretas da guerra fria: conquistar a intelectualidade ocidental para a proposta norte-americana” (pág. 45). Fernando Henrique foi facinho.

 

QUEM PAGOU A CONTA (das eleições de FHC).

AS RELAÇÕES REVELADAS DE FHC E A CIA

 

Nota do blog de Utilidade pública:

O livro QUEM PAGOU A CONTA está à venda  pelo preço de R$ 59,90 .Compre. Vale a pena saber mais sobre o vilão fanfarrão que fala em nome do Brasil.

Postado por Gilberto Telmo

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