Lançamento do livro “Trabalho, educação e reprodução social”

Por Henrique Novaes ( hetanov@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo )

O livro-coletânea “Trabalho, Educação e Reprodução Social – As contradições do capital no século XXI”, organizado por Eraldo Batista e Henrique Novaes, é um precioso convite à reflexão crítica num cenário de barbárie social e impasses históricos da civilização do capital. Coletânea aborda temáticas ligadas à Economia Solidária.

É um painel privilegiado de problemáticas do trabalho nos primórdios do século XXI tratadas a partir da particularidade brasileira.

O livro trata de temas candentes como Trabalho, Educação e Mundialização do capital, Trabalho Associado e Educação no Brasil, Trabalho e Educação profissional no Brasil e Trabalho, Educação e Movimentos sociais no Brasil.

O livro pode ser adquirido por R$ 25 enviando email para hetanov@yahoo.com.brEste endereço de e-mail está sendo protegido de spam, você precisa de Javascript habilitado para vê-lo (Henrique Novaes) ou para os outros autores

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Informações:

Dia do lançamento: 24 de Março

Local: Sala da Congregação Faculdade de Educação/ Unicamp

Horas: 16:30 horas

Por solidu Postado em Solidu

Informe: TRANSMISSÃO AO VIVO: Seminário Crédito produtivo para as mulheres do Bolsa Família

A Solidu respeitosamente informar que não foi possível a transmissão ao Vivo do Seminário Crédito produtivo para as mulheres do Bolsa Família que realizado pelo Banco Palmas na Assembleia Legislativa em função da não cobertura do evento nem por porte da FM Assembleia e também da TV Assembleia e portanto ficamos impossibilitados da transmissão do evento ao Vivo.

Nós havíamos contactados anteriormente com a redação da TV Assembleia que informou que as atividades da casa como seminários são transmitidos pela TV e também pela FM, mas no entanto não isso que aconteceu,  infelizmente!

No entanto o Evento foi gravado e será transmitido pela a Rádio Solidu assim que a FM assembleia liberar o Sinal para que possamos retransmitir

Aguardem informações

Um abraço

Coordenação Solidu

Equipe Rádio Solidu

TRANSMISSÃO AO VIVO: Seminário Crédito produtivo para as mulheres do Bolsa Família

A Rádio Solidu transmitirá em cadeia com a FM Assembléia o Seminário Crédito produtivo para as mulheres do Bolsa Família no dia 16/03/11 a partir das 13:00.

Sintonize a Radio Solidu no Link http://www.radiosolidu.blogspot.com

Presença confirmada de  Paul Singer – Secretário Nacional de Economia Solidária

Documento final da II Conferência Nacional de Economia Solidária

Documento final da II Conferência Nacional de Economia Solidária.

Fonte: Fernanda Nagem

Acaba de ser divulgado o documento final da II Conferência Nacional de Economia Solidária “Pelo Direito de Produzir e Viver em Cooperação de Maneira Sustentável”. O evento foi realizado em junho em 2010, na cidade de Brasília, e contou com a participação de diversos atores que integram a economia solidária no Brasil.

Além da Introdução, compõem o documento os eixos “Avanços, limites e desafios da economia solidária no atual contexto socioeconômico, político, cultural e ambiental nacional e internacional”; “Direito à formas de organização econômica baseadas no trabalho associado, na propriedade coletiva, na cooperação, na autogestão, na sustentabilidade e na solidariedade, como modelo de desenvolvimento” e “A organização do Sistema Nacional de Economia Solidária”.

Acesse o documento em www.fbes.org.br/?option=com_docman&task=doc_details&Itemid=18&gid=1324

Necessidade vs. ganância: o planeta está no limite

Fonte: Artigo de Jeffrey D. Sachs*

O mundo está rompendo os limites no uso de recursos

O maior líder moral da Índia, Mahatma Gandhi tem a famosa máxima segundo a qual há o suficiente na Terra para suprir as necessidades de todo mundo, mas não para as ganâncias de todo mundo. Hoje, o insight de Gandhi está sendo posto em teste mais do que nunca.

O mundo está rompendo os limites no uso de recursos. Estamos sentindo diariamente o impacto de enchentes, tempestades e secas – e os resultados aparecem nos preços no mercado. Agora nosso destino depende de se cooperamos ou ficamos vítimas da ganância autodestrutiva.

Os limites da economia global são novos, resultam do tamanho sem precedentes da população mundial e da disseminação sem precedentes do crescimento econômico em quase todo o mundo. Há no momento sete bilhões de pessoas no planeta; há meio século, eram três bilhões. Hoje, a renda média per capita está em torno de 10 mil dólares; no mundo rico, em torno de 40 mil dólares, e no mundo em desenvolvimento, em torno de 4 mil. Isso significa que a economia mundial está agora produzindo em média 70 trilhões de dólares em rendimentos totais por ano, comparados a algo como 10 trilhões, em 1960.

A economia da China está crescendo em torno de 10% ao ano. O crescimento da Índia está próximo do mesmo índice. A África, a região com o crescimento mais lento, está batendo a casa dos 5% no crescimento anual do PIB. Sobretudo os países em desenvolvimento estão crescendo em torno de 7% ao ano, e as economias desenvolvidas em torno de 2%, mantendo o crescimento global em algo como 4,5%.

Ganância ou crescimento

Essas são boas notícias em vários aspectos. O rápido crescimento econômico nos países em desenvolvimento está aliviando a pobreza. Na China, por exemplo, a pobreza extrema diminuiu bem mais da metade da população, e hoje atinge 10% ou menos da população.

Há no entanto um outro lado da história do crescimento global que devemos entender claramente. Com a economia mundial crescendo a 4-5% ao ano, estará num caminho para dobrar de tamanho em menos de vinte anos. Os 70 trilhões de dólares da economia mundial serão 140 trilhões, antes de 2030, e 280 trilhões antes de 2050, em caso de extrapolarmos as taxas de crescimento de hoje.

Nosso planeta não suportará fisicamente esse crescimento econômico exponencial, se deixarmos a ganância levar vantagem. O crescimento da economia mundial já está esmagando a natureza hoje, depredando rapidamente as fontes de combustível fóssil que a natureza levou milhões de anos para criar, enquanto o clima resultante da mudança climática tem gerado instabilidades massivas em termos de regime de chuvas, de temperatura e de tempestades extremas.

Vemos diariamente essas pressões no mercado. O preço do petróleo chegou a mais de 100 dólares o barril, enquanto China, Índia e outros países importadores se juntam aos EUA, num negócio massivo, para comprar combustível, especialmente do Oriente Médio. O preço dos alimentos também está em patamares históricos, contribuindo com a pobreza e a instabilidade política.

Esgotamento ambiental

Por um lado, há mais bocas para alimentar e, em geral, com maior poder aquisitivo. Por outro, ondas de calor, secas, enchentes e outros desastres induzidos pela mudança climática estão destruindo safras e reduzindo os estoques de grãos nos mercados mundiais. Nos últimos meses, várias secas atingiram a produção de grãos de regiões da Rússia e da Ucrânia, e enchentes enormes ocorreram no Brasil e na Austrália; agora, outra seca está ameaçando o cinturão de grãos da China.

Há algo mais do que a visão de que isso é muito perigoso. Em muitas partes populosas do mundo, inclusive em regiões de produção de grãos no nordeste da Índia, da China e no Meio Oeste dos EUA fazendeiros estão cavando cada vez mais fundo para irrigar suas lavouras.

Os grandes aquíferos que forneciam água para irrigação estão sendo esvaziados. Em alguns lugares da Índia, o nível das águas está baixando vários metros anualmente nos últimos anos. Alguns poços estão próximos da exaustão, com uma salinidade tão alta que parece que infiltraram águas oceânicas no aquífero.

Se não mudarmos, uma calamidade é inevitável. E é aqui que entra Gandhi. Se nossas sociedades estão correndo segundo o princípio da ganância, com os ricos fazendo de tudo para ficarem mais ricos, a crescente crise de recursos levará a uma ampla divisão entre ricos e pobres – e muito possivelmente a uma crescente luta por sobrevivência.

Conflito de classes

Os ricos tentarão usar seu poder para dominar mais terra, mais água e mais energia para si mesmos, e muitos vão dispor de meios violentos para fazê-lo, se necessário. Os EUA já seguiram a estratégia de militarização no Oriente Médio, na esperança ingênua de que esse tipo de abordagem pode assegurar fornecimento de energia. Agora, a competição por esses suprimentos está se intensificando com a China, Índia e outros, na corrida pelos mesmos (em vias de esgotamento) recursos.

Um poder análogo de captura de recursos está sendo tentado na África. O aumento dos preços de alimentos está levando a um aumento do preço das terras, enquanto políticos poderosos vendem a investidores estrangeiros vastas fazendas, varrendo do mapa as agriculturas tradicionais e os direitos dos pequenos agricultores. Investidores estrangeiros esperam usar grandes fazendas mecanizadas para produzir para exportação, deixando pouco ou nada para as populações locais.

Em toda parte nos grandes países – EUA, Reino Unido, China, Índia e outros – os ricos têm desfrutado de renda elevada e do aumento de poder político. A economia dos EUA foi sequestrada por bilionários, pela indústria do petróleo e outros setores chave. A mesma tendência ameaça as economias emergentes, onde a riqueza e a corrupção estão em alta.

Se a ganância vencer, a máquina do crescimento econômico depredará os recursos, deixará os pobres de lado e nos conduzirá a uma profunda crise social, política e econômica. A alternativa é um paradigma de cooperação social e política, tanto no interior dos países, como internacionalmente. Haverá recursos suficientes e prosperidade para seguir em frente, se convertermos nossas economias em fontes renováveis de energia, em práticas agrícolas sustentáveis e numa taxação razoável dos ricos. Este é o caminho da prosperidade compartilhada, por meio do avanço tecnológico, da justiça política e da consciência ética.

(*) Jeffrey D. Sachs é professor de Economia e diretor do Instituto Terra da Universidade Columbia. Ele também é conselheiro especial da Secretaria Geral das Nações Unidas para as Metas do MIlênio.

Publicado no site da Carta Maior

Tradução: Katarina Peixoto

Por solidu Postado em Solidu

Pelo direito à Economia Solidária

Pelo direito à Economia Solidária.

Pelo direito ao trabalho associado e a uma Economia Solidária!

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Cada dia cresce mais a quantidade de pessoas no Brasil que decidem se unir para praticar a Economia Solidária, em contraposição ao atual modelo econômico baseado na competição e na acumulação do capital por poucas corporações.

Estas pessoas encontram, entretanto, enormes dificuldades de viver da Economia Solidára, ainda mais se comparamos às empresas convencionais. Isso acontece por não haver um reconhecimento, do Estado Brasileiro, do direito ao trabalho associado e a formas organizativas baseadas na Economia Solidária.

Um passo fundamental para este reconhecimento é a criação de uma proposta de Lei que cria a Política Nacional de Economia Solidária, além do Sistema e o Fundo Nacionais de Economia Solidária.

Por isso, o Conselho Nacional de Economia Solidária, com participação de representantes de vários setores da sociedade civil e do governo, elaborou esta proposta de Lei.

A sociedade civil tomou a iniciativa, então, de lançar a campanha de coleta de assinaturas para conseguirmos aprovar esta proposta como um Projeto de Lei de Iniciativa Popular.

Precisamos de toda a mobilização possível em cada bairro, comunidade e cidade para conseguirmos a assinatura de 1% do eleitorado brasileiro, o que significa uma meta de aproximadamente um milhão e trezentas mil assinaturas!

Temos aproximadamente 1 ano para essa mobilização nacional!

Participe da coleta de assinaturas!

Só pode assinar quem é eleitora ou eleitor. E a assinatura só é válida se a pessoa inserir todos os dados: nome completo, endereço, título de eleitor, zona e seção eleitoral, além da assinatura ou impressão digital conforme consta no título de eleitor.

Caso a pessoa não tenha em mãos o título de eleitor, pode escrever a lápis o nome da mãe para que o comitê local resgate no TSE o número do título. A página para conseguir o título de eleitor através do nome da mãe e data de nascimento é a seguinte:

www.tse.gov.br/sadEleicaoConsultaLocal/aplic/consulta/consultaNome.jsp

A meta de assinaturas por estado é de 1% do eleitoral. Para saber qual a meta do seu estado, veja a lista ao final desta página.

Atenção: Cada folha deve ter assinaturas apenas de um estado. Portanto, se você estiver coletando assinaturas em algum evento nacional, terá que ter em mãos várias folhas, uma por estado.

Toda folha de assinaturas tem que ter o cabeçalho exatamente como consta no verso desta página, para ter validade legal.

Sugestão: Para economizar papel, a impressão das assinaturas pode ser feita em frente e verso. Com isso reduzimos o uso de papel pela metade!

Baixe o formulário para imprimir e coletar assinaturas aqui!

Formulário de coleta de assinaturas: www.fbes.org.br/?option=com_docman&task=doc_download&gid=1130

Texto da Proposta de Lei: www.fbes.org.br/?option=com_docman&task=doc_download&gid=1131

Onde entregar

Sugerimos a articulação com o Fórum de Economia Solidária mais perto de você. Os contatos dos Fóruns Estaduais e Microrregionais de Economia Solidária no Brasil podem ser acessados pela internet na página

www.fbes.org.br

As folhas assinadas devem ser enviadas à secretaria do Fórum Brasileiro de Economia Solidária (FBES), no seguinte endereço:

SCS Quadra 6 Bloco A – Edifício Arnaldo Villares, sala 514

Brasília/DF – 70.324-900

Em breve, o Fórum Brasileiro de Economia Solidária vai implantar comitês locais de coleta da assinatura através dos Fóruns Locais de Economia Solidária.

Pontos de Coleta

Os pontos de coleta ficam responsáveis por concentrar o recebimento das correspondências, revisar o preenchimento correto dos formulários e, caso necessário, buscar o número do título de eleitor de um assinante no site do TSE e encaminhá-las para a Secretaria Executiva do FBES, em Brasília, conforme endereço acima.

Até o momento estão definidos alguns pontos de coleta das assinaturas nos estados:

Amazonas

NAE – Núcleo de Atendimento ao Empreendedor

Av. Joaquim nabuco, 801 – Sala 201. Centro. Manaus CEP: 69.020-030 (ao lado do Cine Amazonas)

Ministerio do trabalho e emprego do Amazonas, Setor de Economia Solidaria

Av. André Araujo, 140, bairro Aleixo. Manaus CEP: 69-060-001

Cáritas Arquidiocesana de Manaus

Rua Joaquim Nabuco, 1023 – Centro. Fone: 92 – 3212-9030. Cep.: 69020-030 – Manaus – AM

Espírito Santo

Caritas Arquidiocesana de Vitória (A/c Normeliana e Noemia)

Rua Soldado Abilio dos Santos, 47. Centro – Vitória – ES. CEP 29.015-620

Bahia

MOC: Movimento de Organização Comunitária

Av Senhor dos Passos, 75. Centro. Feira de Santana. CEP 44.003-144

Sergipe

Superintendência Regional do Trabalho

A/c Elze Valença

Rua João Pessoa, 127. Centro. Aracajú/SE. CEP: 49010-130

Rio Grande do Norte

Associação de Apoio as Comunidades do Campo/RN

Rua Dr. Mucio Galvão, 449, Lagoa Seca, Natal/RN. CEP: 59022-530

Mato Grosso do Sul

Central de Comercialização de Economia Solidária

Rua Marechal Cândido Mariano Rondom, 1.500/ Centro – Campo Grande/ MS CEP: 79002-200

Meta de assinaturas por estado

AL: 19.768

AM: 19.078

AP: 3.848

BA: 91.536

CE: 56.316

DF: 16.637

ES: 24.411

GO: 38.735

MA: 41.595

MG: 140.723

MS: 16.184

MT: 19.931

PA: 45.156

PB: 26.554

PE: 60.676

PI: 21.864

PR: 73.000

RJ: 112.593

RN: 21.726

RO: 10.286

RR: 2.478

RS: 79.255

SC: 43.542

SE: 13.696

SP: 291.433

TO: 9.267

TOTAL: 1.306.044

Economia Solidária será estratégia de combate à fome e pobreza no Tocantins

Economia Solidária será estratégia de combate à fome e pobreza no Tocantins.

Por Tatiana Felix (Adital)

Aparecendo entre os piores índices no ranking da fome no Brasil, o estado do Tocantins, localizado na região Norte do país, está buscando estratégias para reverter esta situação. Na quinta-feira (24), representantes das secretarias estaduais, entidades sociais, entre outras instituições, se reuniram para pensar propostas de projeto que promovam a inclusão produtiva no estado.

De acordo com o diretor de Inclusão Produtiva, Valter Frota, a proposta é elaborar um projeto envolvendo todas as secretarias estaduais, para promover a Economia Solidária (ES) como estratégia de combate à fome e à pobreza durante quatro anos.

“Considerando a sustentabilidade proposta pela Economia Solidária, acreditamos que essa economia poderá mudar o quadro social, cultural e econômico das famílias carentes”, explicou.

O intuito é captar recursos nos ministérios em Brasília, Distrito Federal, onde o macro projeto será apresentado. A idéia é que, sendo aprovado, o projeto seja levado, inicialmente, para os 20 municípios mais pobres do estado.

Segundo Valter, cerca de 5 mil famílias devem ser beneficiadas, entre elas, as que já recebem benefícios de programas sociais. A ideia é capacitar os beneficiários, qualificar os empreendedores/as que já atuam na área da ES e fortalecer, principalmente, a agricultura familiar.

Mas estas não são as únicas ações do projeto. Como envolve todas as secretarias do governo, o programa econômico solidário global contemplará ações também nas áreas de saúde, educação, ciência e tecnologia, entre outras, segundo Valter. O objetivo é colher os primeiros resultados já em dezembro deste ano.

Além disso, durante os quatro anos do projeto deverão ser realizadas 20 Feiras regionais de ES, mais Fóruns e capacitação dos empreendedores solidários. “Nós vamos procurar associações e cooperativas para levar a qualificação profissional”, informou.

O último mapeamento realizado no estado identificou 502 empreendimentos econômicos solidários tocantinenses. A expectativa, segundo Valter, é que esse número aumente com a execução do projeto.

“A Economia Solidária é de suma importância para agregar valores nas áreas sociais, culturais e econômicas. Ela traz a universalidade de direitos e deveres entre as pessoas. A Economia Solidária é a nova alavanca utilizada pelo governo do estado para trazer o desenvolvimento regional sustentável”, concluiu.


Dia internacional das Mulheres, 8 de março 2011

mensagem da Marcha Mundial das Mulheres

Começamos 2011 com a esperança e a revolução em nossos corações e mentes, ao mesmo tempo em que apoiamos as lutas por autodeterminação e democracia participativa no norte da África e no mundo árabe. Os povos da Argélia, Baherein, Egito, Irã, Líbia, Marrocos, Túnisia e Síria têm demonstrado que os levantes massivos de mulheres e homens têm o poder de derrubar governos e ditaduras. As vozes das mulheres são cruciais para a construção do povo, e nesse Dia Internacional das Mulheres, renovamos o compromisso de lutar junto às companheiras para assegurar sua participação ativa nos processos de transição de seus países.

Passado um ano do lançamento da 3ª Ação Internacional, nós, feministas e ativistas da Marcha Mundial das Mulheres – seguimos marchando, resistindo e construindo alternativas. Renovamos nosso compromisso de nos organizarmos coletivamente até que todas nós sejamos livres da opressão e discriminação com as quais lidamos como mulheres. Temos o compromisso de fortalecer, consolidar e expandir nosso movimento de base, permanente, ao redor do mundo.

Nos desafia a necessidade de analisar, construir e fortalecer os vínculos entre nossos campos de ação – Trabalho das Mulheres (por autonomia econômica); Violência contra as Mulheres; Bens Comuns e Serviços Públicos, Paz e Desmilitarização – em nossa luta por autonomia sobre nossas vidas, corpo e territórios. As ações que realizamos como parte da 3ª Ação Internacional fizeram vínculos ainda mais explícitos e visíveis: os interesses econômicos das corporações internacionais e os interesses geopolíticos de governos que são combustíveis para os conflitos (como na República Democrática do Congo e na Colômbia); o uso sistemático da violência contra as mulheres como arma de guerra nesses conflitos; a exploração do trabalho produtivo e reprodutivo e do meio ambiente para fortalecer o patriarcado e o racismo para proteger o capitalismo de sua crise sistemica; a privatização dos serviços públicos e dos recursos naturais; e a promoção do capitalismo verde para seguir maximizando a riqueza e os lucros.

São ações locais, nacionais e regionais concretas em distintos países que dão significado a estas ligações entre nossos Campos de Ação. Quando fazemos protestos diante das bases militares estrangeiras ou instalações militares em nossos países, ou quando fazemos ações diretas para fazer pressão sobre nossos governos para que diminuam os gastos militares, estamos dizendo “Basta!” à militarização de nossas comunidades e sociedades. Quando nos mobilizamos diante das embaixadas, nossa solidariedade é traduzida em ações em nome de nossas companheiras que estão presas, torturadas, estupradas e criminalizadas em outros países. Quando fazemos escutar nossas vozes, quando estamos visíveis e irreverentes, estamos desafiando o sistema patriarcal onde os espaços naturais das mulheres são a casa e a família.

Quando exigimos salários iguais para trabalhos iguais e direitos trabalhistas, estamos lutando
por condições de trabalho justas para todas as companheiras exploradas no sistema globalizado e capitalista. Quando resistimos às falsas soluções para as mudanças climáticas (o mercado de carbono, os agrocombustíveis, REDD etc), estamos demonstrando que não podemos aceitar a destruição dos povos e de nosso planeta enquanto as grandes empresas seguem contaminando e destruindo.

Quando nos mobilizamos contra as corporações que exploram minérios transnacionais que têm suas sedes nos países europeus e norte-americanos, estamos mostrando que não aceitamos a exploração do meio ambiete e dos povos nos países onde a economia é dependente da exportação de metais e mineirais

Em um mundo globalizado e de livre mercado o sistema capitalista e patriarcal não tem fronteiras, enquanto povos são controlados dentro de seus territórios ou forçados a fugir de seus territórios ancestrais. Seguimos em solidariedade com nossas companheiras e companheiros – no Sahara Ocidental, Palestina, o mundo Árabe e o Oriente Médio, na Costa do Marfim, Honduras e Curdistão – lutando
pelo controle e descolonização de suas terras e seus recursos naturais, para acabar com a exploração de seus povos, pela paz e contra os conflitos e a militarização.

Não nos calaremos com balas, bombas e agressões! O 8 de março é um dia histórico para a luta das mulheres no calendário feminista e estaremos, uma vez mais, nas ruas para protestar, denunciando e celebrando as vitórias que teremos em 2011!

Seguiremos em marcha até que todas sejamos livres!