Publicado por: solidu | 29/07/2009

Oficina os Significados da Economia Solidária

Hoje as 18:30 na escola Creuza do Carmo  Rocha a Solidu estará promovendo uma oficina com o tema Significados da Economia Solidária com o Prof. Aécio Alves.

Endereço: Rua Duas Nações s/n esquina com Humberto Lomeu bairro Granja Portugal

Publicado por: solidu | 29/07/2009

Maceió cria a secretaria de Economia Solidária.

Fonte: Brasil Autogestionário

A Câmara Municipal de Maceió aprovou, na sessão desta quinta-feira (23), os dois Projetos de Lei, de autoria do Poder Executivo, que criam a Secretaria Municipal de Direitos Humanos, Segurança Comunitária e Cidadania – SEMDISC e a Secretaria Municipal de Economia Solidária e Qualificação Profissional – SEMEQ. As Mensagens foram votadas em 1ª discussão e, após o término da sessão ordinária, uma extraordinária foi convocada para que houvesse a 2ª discussão. As duas proposições foram aprovadas por unanimidade, entre os 15 vereadores presentes. Leia na íntegra AQUI.

Publicado por: solidu | 28/07/2009

Convite ato em defesa da Lei Maria da Penha

Caras amigas e amigos,

convidamos a todas(os) para uma reunião de discussão e preparação de ação coletiva em defesa da Lei Maria da Penha que se encontra ameaçada pelo Projeto de Lei de reforma do Código de Processo Penal. Se aprovado como está, o PL extingue completamente a LPM. Isto seria uma grande perda para as mulheres brasileiras e para toda a sociedade, que deixaria de contar com um importante mecanismo de justiça social. Para que isto não aconteça é fundamental a ação coletiva de todas aquelas pessoas e sujeitos que se comprometem com a construção de uma sociedade justa e solidária.

Neste sentido, em reunião na última sexta-feira, 24, na Procuradoria Geral de Justiça, após audiência pública que debateu o tema, um grupo de organizações da sociedade civil e órgãos da Justiça e do governo propuseram a realização de uma grande ação em defesa da Lei Maria da Penha. Para planejar esta ação, ficou marcada uma nova reunião, nesta quarta-feira, dia 29, as 18h, no Esplar (Rua Princesa Isabel, 1968 – Benfica).

Contamos com a presença de todas e todos que acreditam na possibilidade de uma vida digna e sem violência para as mulheres.

Pedimos que todas(os) socializem este convite, não só repassando esta mensagem, mas mobilizando as pessoas diretamente ou por telefone.

Saudações feministas,
Fórum Cearense de Mulheres
AMB-Articulaçã o de Mulheres Brasileiras

Pelo fim da violência contra as mulheres. Em defesa da Lei Maria da Penha.

Mundo do Trabalho, Feminismo e Socioeconomia Solidária

CURSO DE FORMAÇÃO

O curso sobre o Mundo do Trabalho, Feminismo e Economia Solidária é uma ação da Organização Granja Portugal Solidária – SOLIDU, que com a força de vários parceiros e animadores da Socioeconomia Solidária em Fortaleza, aliam esforços e criatividade na construção de uma sociedade socialista-autogestionária.

Este curso na sua totalidade compreende 20 horas aulas, sendo 16h/a presencial e 04h/a por meio de intercambio com outros Empreendimentos Econômicos Solidários – EES, cuja escolha será feito pelos/as próprios/as cursistas. Realizar-se-á no período de 28 á 31 de julho e 01 de agosto do corrente ano.

A realização deste curso é mais um passo no processo de desenvolvimento da Socioeconomia Solidária que muito vem crescendo a partir do Confeccionando com Arte e Solidariedade – SOLIART, Banco Comunitário de Desenvolvimento Territorial – RIOSOL, da aliança com a Casa Brasil da Granja Portugal e dos grupos que ali se reúnem e tantos outros parceiros como o Banco do Nordeste, Secretaria de Desenvolvimento Econômico da prefeitura de Fortaleza, Instituto Banco Palmas, os mandatos populares do vereador Ronivaldo Maia e deputado federal Eudes Xavier, ambos do Partido dos Trabalhadores.

A perspectiva da ação territorial sempre foi um elemento inovador e constitui parte de nossa estratégia de contribuir para a reestruturação do tecido social do Grande Bom Jardim, criando novas relações na reprodução da vida. Para responder a estas demandas sociais e enfrentar o desafio de novas construções que possibilitem avançar na consolidação da Socioeconomia Solidária se faz importante esta ação formativa, contaremos com 30 formandos/as e um conjunto de facilitadores/as com acumulo teórico e experiência pratica capaz de elevar o grau de conhecimento e vivencias dos/as participantes.

Este é um bom desafio, vamos construí-lo?

Você que não vai participar do curso venha para o seminário de encerramento no dia 01(sábado) de agosto, as 08h30min até as 12h00min, no Centro de Referencia da Assistência Social – CRAS, na rua Humberto Lomeu, Nº 1130 – Granja Portugal.

Traga sua energia, animação e criatividade para esta ação política de construção de uma outra sociedade.

PROGRAMAÇÃO

Tema: Mundo do Trabalho, Feminismo e Socioeconomia Solidária

Dias: 28 á 31 / 07 e 01 / 08 / 2009

Local do Curso: Col. Creusa do Carmo Rocha, rua Duas Nações, s/n – G. Portugal (28 á 31 / 07)
Local do Seminário: Centro de Referencia da Assistência Social – CRAS, rua Humberto Lomeu, Nº 1130 – G. Portugal (01 / 08)

Objetivo:

Contribuir para consolidar os processos de desenvolvimento da Socioeconomia Solidária no bairro da Granja Portugal e da região do Grande Bom Jardim.

Público:

Produtores/as, técnicos dos projetos desenvolvidos pela SOLIDU e dos parceiros e militantes de movimentos sociais.

Dia 28 – terça: As transformações do mundo do trabalho, classe e sujeitos
Facilitador: Edecarlos Rulim
Hora: 18h00min às 21h00min

Dia 29 – quarta: Os significados da Economia Solidária
Facilitador: Aécio Alves
Hora: 18h00min às 21h00min

Dia 30 – quinta: A cadeia produtiva da Economia Solidária
Facilitador: Joaquim Segundo
Hora: 18h00min às 21h00min

Dia 31 – sexta: Economia Feminista
Facilitadora: Raquel Viana
Hora: 14h00min às 17h00min

Dia 01 – sábado / Seminário: Trabalho, Feminismo e Economia Solidária
Facilitadoras: Expedita Maria e Cleudes Pessoa
Hora: 08h00min às 12h00min

Abraços Solidários, até lá.

Comissão Organizadora.

Contato: 3471 1152 e org_solidu@yahoo.com.br

Publicado por: solidu | 26/07/2009

“O Papel revolucionário dos hackers”.

Fone: brasilautogestionario.org

Por Resistência Digital e Estrella Roja (publicado em KaosEnLaRed)
Tradução: Paulo Marques

Frente a um sistema capitalista mundial que com a voragem de consumismo aumenta sua capacidade técnica, as máquinas vão adquirindo  um papel cada dia mais preponderante na história mundial.

Recentemente Stephen Hawking declarou que “Os humanos chegaram em uma nova etapa da evolução”, quer dizer, a grande quantidade de informação que se transmite, geradora de  conhecimento humano, hoje em dia está rota graças as contradições do mesmo sistema, seus limites físicos, ou materiais.

Como diz Hawking, hoje em dia a espécie humana transmite uma grande carga evolutiva nestes suportes tecnológicos, que estão dentro do DNA, mas que, por fora, como cultura, serão essenciais no futuro da humanidade[1].

O imperialismo encontra a ordem mundial (injusta) se baseando na guerra de Quarta geração [2], onde os meios massivos de (in) comunicação, alienam as maiorias a uma informação parcial e sensacionalista. Os poderosos encontram uma panacéia neste monopólio da liberdade de empresa, e não liberdade de expressão. A produção vai massificando as  comunicações, e as redes no ar vão nos seguindo em todas as partes.

Vai chegando o momento  no qual os hackers deverão assumir seu papel como sujeitos revolucionários[3]. A opressão sistemática e corporativa vai fechando seus tentáculos nas corporações, cada dia mais concentradas, que vão decidindo o destino do mundo. O fundamental é deixar claro que o livre mercado é o principal argumento do capitalismo, que a falsa liberdade e propriedade econômica são os pilares do liberalismo, que caluniam de totalitários qualquer outro sistema onde a justiça e a igualdade não sejam mera retórica.

Os EUA, o país com mais cultura hacker, nos demonstra também que a maioria dos hacker’s “decidem” ser mercenários, ou desde um ponto de vista de Pierre Bourdieu seu Habitus os converte em tais “crackers”[4], e por isso não assumem um papel de vanguarda do proletariado. O mesmo acontecerá no resto do mundo, mas isso não significa que os hackers revolucionários e socialistas não possam cumprir seu papel.

Uma alusão a uma das idéias de Guevara, já muito distante, mas que teve a ver com as críticas situações da guerra de guerrilhas do século XX, onde os homens somente se contavam as dezenas frente aos numerosos soldados dos exércitos oligárquicos era de que  “Os revolucionários são os homens e mulheres que alcançam o máximo ponto de qualidade humana, chegando a ter resistência, coragem, valentia, e inteligência, que os mercenários e os soldados regulares jamais poderão encontrar em nenhum manual o instrução por mais ilustrada que seja”.

É a natureza do homem livre verdadeiramente a que mobiliza a tais proezas. Como escreveu Mckenzie Wark[3] o proletariado tem seus hackers, a informação é a matéria prima do conhecimento e este parte da evolução e o  destino atual das sociedades.

O conhecimento então não é mais que “Poder”, e uma das tarefas dos hackers é libertar este conhecimento, e a cultura da ordem de exploração capitalista. Por isso a “pirataria” cultural não é mais que um pouco de justiça para as classes oprimidas, um cuspe nos ricos e poderosos. A “propriedade intelectual” não é mais que outra das mentiras da hegemonia, o General Intelecto[6], derrotará junto com os revolucionários a opressão da informação.

E as idéias, as batalhas de idéias, como diria Fidel, é o futuro, agora, mais que nunca, sem cair em fanatismos tecnicistas, nem na ortodoxia negacionista ou tecnofobica. As tecnologias faz tempo que já são parte das armas do proletariado. Há luta de classes em toda internet, desde a Wikipédia, o movimento do Software Livres, as “redes sociais” e todo lugar onde estamos encontraremos silencioso ou não um combate de idéias.

O trabalho do Software Livres, não faz mais que libertar conhecimento da classe trabalhadora e nos tornar mais livres da opressão corporativa e do “grande irmão” que pretende ser a elite burguesa mundial e seus lacaios globo-fascistas. Mas faz falta deixar o “apoliticismo” e de uma vez por todas começar a combater as linhas “anarco-capitalistas” e liberais que dominam o movimento do Software Livres[5].

A carência da grande maioria dos movimentos e partidos políticos de quadros “hackers” significa um grande atraso para o movimento socialista internacional, por isso conclamamos: “Hackers do mundo, proletários do mundo, uni-vos!!!

A Internet é uma faca de dois gumes, os poderosos e as oligarquias pretendem que o movimento revolucionário se aliste em suas bases de dados (Facebook, Twitter, e até jogos como eRepublik.com)mas não,  nós temos que lutar para que a Internet não se converta em uma “caça as bruxas” onde os governos globo-fascistas sejam facilitados na sua tarefa de inteligência.

Nossa contra-inteligencia, não será paga mas é fruto do melhor do homem novo e livre, da melhor rebeldia contra todo tipo de opressão e injustiça.

Referências:
Las diferencias de los socialistas revolucionarios con el Software Libre propuestoporRMS:http://www.somoslibres.org/modules.php?name=News&file=article&sid=228
Fontes:
[1] Stephen Hawking: “Los humanos han llegado a una nueva etapa de la evolución”: http://www.terceracultura.net/tc/?p=1375
[2]Guerra de Cuarta generación- Manuel Freytas: http://www.iarnoticias.com/secciones_2006/norteamerica/0019_guerra_cuar ta_generacion_21mar06.html
[3] Manifiesto Hacker – Mckenzie Wark: http://humanismoyconectividad.wordpress.com/2008/07/10/manifiesto-hacker/
[4] Habitus – Pierre Bourdieu:
http://es.wikipedia.org/wiki/Pierre_Bourdieu#Habitus
[5] Entrevista política a Richard Stallman:
http://www.resistenciadigital.com.ar/content/view/692/1/
[6] General Intelect, Carlos Marx: http://www.resistenciadigital.com.ar/content/view/677/105/ http://www.estrellaroja.info/

A Cadeia Ecológica do Algodão Solidário – Justa Trama aperfeiçoou seu site e agora disponibiliza um catálogo de produtos, com preços em R$ (reais) US$ (dólares) e € (euros), para os interessados em comprá-los.

Siga o link: http://www.justatrama.com.br/pt/vendas/index.php

Contribuição da Companheira Cleudes Pessoa

“I PADÊ GRIÔ DAS MULHERES NEGRAS DE FORTALEZA”

25 DE JULHO DIA DA MULHER NEGRA E CARIBENHA

Realização: Prefeitura Municipal de Fortaleza

(Coordenadoria de políticas para as Mulheres e Coordenadoria de Políticas de Promoção da Igualdade Racial)

Objetivo: Em alusão ao dia da Mulher Negra e Caribenha lançar uma atividade permanente de dialogo sobre as políticas públicas para as mulheres negras de Fortaleza.

Essa atividade oportunizará um espaço de dialogo entre mulheres negras e as coordenadorias proponentes, onde serão discutidos e aprofundados temas acordados no primeiro encontro com as mulheres, entre os temas mais significativos a serem propostos estão: saúde, educação, economia, trabalho e renda, cultura com recorte para mulheres negras.

Público: 50 mulheres negras representativas dos movimentos, terreiros e universidade.

Programação

8:30h – Acolhida – Café da manhã com uma mesa de comidas da cultura negra;

9h- Abertura: com uma roda de cantiga com as filhas de OYÂ;

9:30h-Roda de conversa sobre a histórica do dia da mulher negra e caribenha, implicações para a organização das mulheres negras políticas públicas;

11h –Apresentação da proposta de atividade permanente e pactuação de temas e calendário;

12h – Encerramento

Data: 25.07 ( sábado)

Local: Pátio do IMPARH

Fonte: ronivaldomaia.org.br

Ronivaldo Maia é presidente da Frente e está construindo junto ao movimento social o marco legal da atividade em Fortaleza.

Vereador Ronilvado Maia

Vereador Ronilvado Maia

A Frente Parlamentar de Apoio à Economia Solidária na Câmara Municipal de Fortaleza (CMF), presidida pelo vereador Ronivaldo Maia (PT), está desenvolvendo junto com a Rede Cearense de Sócio-Economia Solidária um Projeto de Lei para regulamentar a atividade na Capital.

Segundo o parlamentar, um Grupo de Trabalho vem debatendo a temática nas comunidades, para que em agosto seja apresentada a proposta à Câmara.

Ronivaldo Maia frisou o papel da Câmara, representada pela Frente, no apoio à atividade, que vem promovendo o desenvolvimento econômico em diversas comunidades, destacando-se: a implantação dos Bancos Populares e Cooperativas. “Nossa vontade é fazer da Frente uma porta de entrada aos movimentos para que assim sejam desenvolvidos debates e projetos na Câmara”, colocou o parlamentar.

O vereador ressaltou ainda a necessidade do acompanhamento das atividades pela Câmara, citando as feiras artesanais e livres nos bairros. De acordo com ele, esta ligação fortaleceria as comunidades que se destacam pela grande presença do trabalho feminino.

A Frente Parlamentar é composta pelos vereadores Guilherme Sampaio (PT), João Alfredo (PSOL), Eliana Gomes (PCdoB), Eliane Novais (PSB), Alípio Rodrigues (PTN) e Acrísio Sena (PT), líder da prefeita na Casa.

Fonte: fbes.org.br

Por Leonardo Pinho

Fórum Social da Economia Solidária está previsto para janeiro de 2010

Estive desde quinta-feira em Santa Maria prestando solidariedade a NOSSA maior Feira de ECOSOL do país e do Mercosul, como também, colaborando com a recepção das caravanas que foram a Santa Maria.

Apesar, da frustração pelo cancelamento da Feira, todas as caravanas que chegaram estavam com um forte sentimento de indignação e de solidariedade com todos e todas envolvidos na organização. Mostrando que é com esperança e determinação que não iam deixar passar em branco o ocorrido em Santa Maria.

Com satisfação vi também presente a Diretoria de Fomento da SENAES (três pessoas), como também as companheiras do IMS que estão gerindo o programa nacional de Feiras.

Tivemos diversas reuniões com as caravanas, onde Irmã Lourdes explicava o processo de como foi o cancelamento da Feira. A conclusão que tiramos lá coletivamente, a partir do informe, foi que o cancelamento foi uma ação política, onde o judiciário, criminalizou mais uma vez os movimentos sociais. Pois, na própria Santa Maria estavam ocorrendo outros eventos, como um Grande Feirão de Carros, uma outra Feira de Insumos Agrícolas e todas as casas noturnas estavam abertas.

A partir dessa conclusão (e com a impossibilidade de realizar qualquer atividade já divulgada no cartaz da Feira) os Fóruns de ECOSOL e os movimentos sociais ali presentes resolveram puxar uma MARCHA da ESPERANÇA para reafirmar nossa indignação, mostrar nossa força e também afirmar duas propostas ali tiradas coletivamente:

1. Realizar uma Campanha de Apoio para arrecadar fundo para cobrir as dívidas da Feira (que por sinal são muitas…)

2. Realizar em Janeiro em vésperas do Fórum Social Mundial, um Fórum Social da ECONOMIA SOLIDARIA, com a realização da Feira também. A idéia é não deixar que essa proibição, fique sem uma resposta a altura, que mostre a força da ECOSOL no Brasil e no mundo. Reafirmando a força e a tradição da Feira de Santa Maria.

A Marcha foi realizada a partir do túmulo de Dom Ivo e andou pelas principais avenidas de Santa Maria, mostrando representação de diversos estados e também de diversos movimentos sociais. A Marcha encerrou na porta do Foro de Santa Maria, onde foi lida a carta do FBES e diversas falas dos Fóruns Estaduais de ECOSOL, movimentos sociais e populares e do Dep. Elvino Bohn Gass, mostrando uma solidariedade militante, como também afirmando que vamos realizar um grande Fórum Social de ECOSOL em Santa Maria em janeiro. Mostrando que esse ataque injustificado a Feira de Santa Maria, terá uma resposta positiva e de mobilização ampliada em todo o país e a nível internacional.

Para encerrar, foi feito uma grande roda e cantamos o Hino Nacional….

Foi criado uma primeira comissão de organização do Fórum Social da ECOSOL e vamos realizar uma primeira reunião de organização dia 17 e 18 de agosto em Santa Maria.

Publicado por: solidu | 11/07/2009

Marcha da economia solidária permanece.

Fonte: Brasil Autogestionário

Por Lizie Antonello do Jornal ARAZÃO.

“Como avisar as pessoas que já haviam saído de suas cidades em direção a Santa Maria?” A pergunta é da irmã Lourdes Dill, organizadora dos eventos de economia solidária, previstos para começar hoje. A dúvida se repete desde o final da manhã da última quarta-feira, quando a Justiça cancelou os eventos. Conforme a religiosa, “não foi possível avisar a todos”. Caravanas vindas de diversos estados do país, como Minas Gerais, Pará, Acre, Tocantins, Paraná e Distrito Federal, começariam a chegar na noite de ontem ao município. “Muitos saíram antes mesmo de quarta-feira, porque levam quatro a cinco dias para chegar”, explica a irmã. A maioria será alojada em locais como Seminário São José, Legião de Maria e Centro Marista de Eventos (Cerrito). Outros ficarão em acampamento no Campus da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), em Camobi.

A recepção aos participantes, que iniciou ainda na noite de ontem, com comitiva do Rio de Janeiro, deve seguir hoje. “Assim como nós, eles se preparam um ano inteiro para o evento. Vamos acolher e tratar essas pessoas da melhor forma possível”, afirma a organizadora. Eles devem permanecer na cidade até domingo.

Isso porquê, mesmo com o cancelamento da 16ª Feira do Cooperativismo e 5ª Feira da Economia Solidária do Mercosul algumas atividades serão mantidas (veja quadro). Entre elas, a 5ª Marcha pela Paz. O Centro de Referência da Economia Solidária Dom Ivo Lorscheiter, na rua Heitor Campos, será o ponto de partida da caminhada, que ocorre hoje, às 14h30.

Os participantes vão visitar o túmulo do Bispo Emérito de Santa Maria e idealizador da feira, que fica na Basílica da Medianeira. Depois, seguirão até o centro da cidade onde será realizada uma mística e outras atividades. Até a noite de ontem, o local ainda não havia sido definido. A Praça Saldanha Marinho e o Calçadão Salvador Isaía não poderiam ser ocupados porque outro evento já estava agendado para os locais.

Durante o percurso, os caminhantes devem usar fitas pretas nos braços, em sinal de protesto. Na frente do Centro de Referência foram colocadas faixas e laços pretos. “É um luto silencioso, mas que demonstra nossa indignação. Produz consciência para cidadania”, declara irmã Lourdes.

Questionário – A Secretaria de Saúde do Município encaminhou, ontem, aos organizadores da feira, uma Ficha de Investigação de Influenza A (H1N1) – espécie de questionário – distribuída pelo Ministério da Saúde. Ela deve ser preenchida por todos os participantes do evento. Nela devem constar, além dos dados pessoais, informações sobre contato com casos suspeitos de Gripe A e identificação do tipo de transporte que utilizaram no deslocamento. Trezentas cópias foram feitas.

Recurso – O advogado que representa a organização da feira, o Banco da Esperança (Projeto Esperança/Cooesperança) e Mitra Diocesana, Sérgio Blattes, foi, pessoalmente, a Porto Alegre ontem. Ele encaminhou recurso ao Tribunal de Justiça do Estado (TJRS) para tentar reverter a decisão da Justiça de Santa Maria que cancelou o evento.

Pesquisadora veio dos EUA

Ana Margarida Steves, 33, é portuguesa, faz doutorado em Sociologia nos Estados Unidos (EUA), mas mora há um ano no Rio de Janeiro. A pesquisadora chegou ontem a Santa Maria para participar da feira.
Ela conta que ficou sabendo da decisão judicial ainda na quarta-feira e poderia ter pedido reembolso da passagem comprada no dia anterior, mas optou por vir a cidade de qualquer forma. “Que raio de pesquisadora e ser humano seria eu se não viesse e demonstrasse minha solidariedade. Vim para mostrar que eles não estão sós”, declara Ana.

Ela estuda a economia solidária, desde o movimento contra a fome, nos anos 90, até as mais recentes manifestações. O foco principal é a organização de redes auto-sustentáveis e qual a relação econômica e política existente nelas.

Ana participou pela primeira vez do evento em 2006. “Achei extraordinário. É uma feira que projeta a cidade fora do país, na América Latina, Estados Unidos, Europa e até Ásia. Um senhor das Filipinas que participa da organização do Fórum Asiático de Economia Solidária mandou recado para os organizadores daqui. Isso foi antes da decisão da Justiça, mas mostra que a feira é conhecida na Ásia”, relata a pesquisadora.

Programação mantida:
9 de julho (quinta-feira)
- recepção e ‘acolhimento’ aos visitantes que chegaram nas caravanas
- janta
- encaminhamento aos alojamentos (Seminário São José, Legião de Maria e Centro de Eventos Marista – Cerrito)
10 de julho (sexta-feira)
- 14h30 – marcha até o túmulo de Dom Ivo Lorscheiter e depois ao centro da cidade
- atividades e mística na Praça Saldanha Marinho ou Calçadão Salvador Isaía
11 de julho (sábado)
- manhã – orientação as pessoas que forem ao Centro de Referência, já que a feira foi cancelada
- manhã e tarde – visita com os grupos nas propriedades rurais onde moram e trabalham os produtores que participam do Projeto Esperança/Cooesperança
- manhã e tarde – oficinas e seminários no Centro de Referência e no Seminário São José
12 de julho (domingo)
- 10h – missa aberta à comunidade, no pátio do Centro de Referência
- 12h – almoço
- à tarde – mutirão de limpeza do Centro
- mística de despedida dos grupos

Eventos cancelados:
5ª Feira de Economia Solidária do Mercosul
16ª Feicoop – Feira Estadual do Cooperativismo
8ª Feira Nacional de Economia Solidária
9ª Mostra da Biodiversidade e Feira da Agricultura Familiar
5º Seminário Latino Americano de Economia Solidária
5ª Caminhada Ecumênica e Internacional pela Paz e Marcha Mundial pela Paz e não violência
4º Levante da Juventude do RS

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